Simão Peixoto, prefeito de Borba, é preso durante operação da Polícia Federal

Na terça-feira (09/01), o prefeito de Borba, Simão Peixoto, foi preso durante a Operação Voz do Poder, realizada pela Polícia Federal. A ação visa executar um mandado de prisão preventiva contra o político, suspeito de influenciar testemunhas em uma investigação sobre desvios de verbas públicas destinadas à aquisição de merenda escolar em 2020, durante o período da pandemia de Covid-19.

O mandado judicial, que inclui também o afastamento do prefeito de suas funções públicas por um período de 180 dias e a execução de outras diligências necessárias para a coleta de provas, foi cumprido nas cidades de Borba e Manaus.

As investigações descobriram que os kits de merenda escolar fornecidos continham quantidades mínimas ou nulas de carne bovina, o que difere consideravelmente do volume contratado. Além disso, foi observada a falta de charque nos kits, suspeitas de irregularidades nos recibos de entrega e possíveis pagamentos realizados sem documentação comprobatória.

A medida de prisão preventiva e o afastamento do cargo do prefeito foram solicitados após evidências de que ele conduziu uma videoconferência com servidores municipais intimados pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos relacionados à referida investigação.

Durante a reunião, o prefeito supostamente ofereceu auxílio jurídico e a possibilidade de fretamento de aeronave, despesas custeadas pela Prefeitura de Borba. Essas ações poderiam configurar uma tentativa indevida de influenciar as testemunhas.

Embora possa ser interpretada como um gesto de auxílio, esta ação cria um ambiente propício para que os servidores se sintam pressionados a adaptar seus depoimentos aos interesses do investigado, comprometendo potencialmente a integridade e a credibilidade das investigações em curso.

Alvo do Ministério Público

Simão Peixoto, juntamente com a primeira-dama, Aldine Mirella, empresários e agentes públicos, já haviam sido alvo da Operação Garrote, desencadeada pelo Ministério Público do Amazonas, que investigou uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos no município.

No total, foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, 28 mandados de busca domiciliar, 28 mandados de busca pessoal e 28 mandados de busca veicular, totalizando 95 medidas cautelares.

Ainda conforme o MPAM, a operação atingiu autoridades municipais, familiares, empresários e agentes públicos envolvidos em crimes contra a administração pública, fraudes em crimes licitatórios e lavagem de dinheiro. 

O prefeito e a primeira-dama foram considerados foragidos por mais de uma semana, em maio de 2023. Em setembro, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1) determinou que Simão Peixoto reassumisse imediatamente o comando da Prefeitura de Borba.

*Com informações da assessoria

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