SENSAÇÕES: Série sobre a boate Kiss mexe com psicológico de quem assiste

Produção, que conta com 5 episódios, aborda a luta por justiça dos familiares das vítimas do incêndio. Foto: Divulgação/Netflix.
Produção, que conta com 5 episódios, aborda a luta por justiça dos familiares das vítimas do incêndio. Foto: Divulgação/Netflix.

A série “Todo Dia a Mesma Noite”, inspirada no incêndio da boate Kiss, em 2013, tem causado, pelo menos, dois sentimentos em quem já assistiu a produção da Netflix: angústia e revolta.

“A série mexe muito com a gente (…). A gente sabe que tem algumas mudanças no que de fato aconteceu, porque existem essas diferenciações da ficção e da realidade. Mas, ainda assim, você consegue, na cena do incêndio mesmo, ter aquela angústia, aquela falta de ar, aquela sensação de que você não consegue respirar, e você se desespera pelas pessoas, por tudo o que está acontecendo”, relata o professor e ator de Teatro Claudio Junior Vitorino, 32.

A tragédia na casa noturna causou comoção em todo o país, e relembrar o episódio, para ele, ainda traz uma mistura de sentimentos. “É muito tocante, mesmo você sabendo que aquilo ali são atores interpretando”, afirma.

Antes de assistir a série da Netflix, o ator Junior Victorino assistiu o documentário da tragédia na Globoplay. Foto: Reprodução/Instagram.
Antes de assistir a série da Netflix, o ator Junior Victorino assistiu o documentário da tragédia na Globoplay. Foto: Reprodução/Instagram.

Victorino alerta que as imagens são intensas e quem as assistir precisa estar preparado. “Eu, pelo, menos terminei de assistir num sábado e ainda paro, penso, lembro, dou uma olhada nas redes sociais, vejo o que as pessoas estão comentando, se elas têm a mesma percepção que eu, se sentem a mesma coisa que eu senti, porque se você é um ser humano e você não sentir o mínimo de empatia, não sentir o mínimo de dor por tudo que houve, você está vivendo errado”, declarou o professor e ator de Teatro.

“você se desespera pelas pessoas, por tudo o que está acontecendo”

Para o radialista Francisco Chagas dos Santos Neto, 32, a sensação de revolta também é intensa. “A revolta é pela justiça que ainda não aconteceu, em pensar que essas famílias perderam pessoas queridas, que não vão ter mais uma vida como era antes e, ainda assim, dez anos depois de tudo isso, os responsáveis ainda não respondem, não são culpados, não foram julgados”, disse.

Segundo o radialista Francisco Santos, "primeiros episódios são bem tensos". Foto: Reprodução/Instagram.
Segundo o radialista Francisco Santos, “primeiros episódios são bem tensos”. Foto: Reprodução/Instagram.

A estudante de Pedagogia Ana Vitória Silva, 21, definiu a produção como “surreal”. “Só assisti a dois episódios. Nossa! Dá um desespero, é como se tu tivesse lá naquele dia, naquela noite, ou como se fosse até um filho teu lá. São surreais as imagens”, comentou. “Antes de chegar no dia que aconteceu a tragédia, eles vão contando a história de cada personagem, no caso as vítimas (…), mostrando elas num almoço de família (…). É por conta desses detalhes de mostrar (a vítima) com a família e depois saindo pra boate e lá acabar morrendo que faz a gente ficar triste”, completou.

A universitária Ana Vitória ainda não assistiu toda a série, mas disse que a produção é surreal. Foto: Arquivo Pessoal.
A universitária Ana Vitória ainda não assistiu toda a série, mas disse que a produção é surreal. Foto: Arquivo Pessoal.

Lançada pela plataforma de streaming no dia 25 de janeiro, a série marca os dez anos da tragédia que ocorreu na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul (RS). O incêndio na Boate Kiss deixou 242 mortos e 636 feridos.

A produção, que conta com 5 episódios, aborda a luta por justiça dos familiares das vítimas do incêndio. “Todo Dia a Mesma Noite” tem direção geral de Julia Rezende, direção de Carol Minêm e roteiro de Gustavo Lipsztein.

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