Semasc atende 900 pessoas em situação de rua, em Manaus, mas o número dos que precisam cresce a cada dia

Albergue Gecilda Albano Peçanha foi inaugurado no ano passado. Foto: Divulgação / Semasc

MANAUS (AM) – A pandemia, o desemprego e a desigualdade social, entre outros diversos motivos, levam as pessoas à situação de rua, nas esquinas e semáforos em busca de ajuda, de doações. Embora seja grande o número de pessoas nessa condição, de acordo com a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), apenas 900 delas são atendidas regularmente nas unidades de referência da Prefeitura.  

De acordo com o órgão, a maioria das pessoas que hoje vive nas ruas de Manaus é formada por homens com idades entre 21 anos a 35 anos, oriundos, principalmente, do Norte e Nordeste e de municípios do interior do estado.

Os maiores motivadores para a vida na rua, conforme a secretaria, são problemas familiares, o uso de drogas ilícitas e o álcool. O atendimento da Prefeitura a essas pessoas é feito nas três unidades especializadas da Semasc, onde recebem acolhimento, alimentação, atendimento psicossocial e suporte para retirada de documentos, dentre outros serviços.

As abordagens do órgão, na rua, são de orientação para que a pessoa possa receber atendimento nessas unidades. Mas, conforme frisa o órgão, todos têm a escolha de permanecer na condição de rua. Segundo a secretaria, por lei, esse é um direito do indivíduo. A Semasc diz que não tem poder de fiscalização. Apenas oferece a assistência necessária para a construção da autonomia, a inserção social e a proteção às situações de violência que podem ser sofridas.

Para o período natalino, segundo o órgão, será realizada uma ceia especial, nas três unidades de atendimento: Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua (Centro Pop), Serviço de Acolhimento Institucional Amine Daou Lindoso (SAI Amine Daou) e Albergue Gecilda Albano, este último inaugurado em dezembro do ano passado.

Unidades

O Centro Pop (Rua Fragata, s/n, bairro Petrópolis, Zona Sul) foi o primeiro espaço criado em Manaus com essa finalidade, servindo de referência para pessoas em situação rua, sejam elas jovens, adultos, idosos e/ou grupos familiares. Lá, também é oferecido atendimento psicossocial, a alimentação necessária e encaminhamentos adequados e documentação civil, se não tiver.

O Serviço de Acolhimento Institucional Amine Daou Lindoso (SAI Amine Daou) oferece serviços de acolhimento e funciona 24 horas. Também é oferecido a estadia, endereço de referência, encaminhamento para inclusão escolar, cadastro para inserção no mercado de trabalho, além de alimentação.

Inaugurado em dezembro do ano passado, o Albergue Gecilda Albano Peçanha (rua Clotildes Marques, 3, Morro da Liberdade) tem capacidade para atender até cem pessoas, mas como abriu no período de pandemia, está restrito a apenas 50, seguindo as recomendações sanitárias de distanciamento social.

No local, é oferecido café da manhã e jantar. O almoço é servido na cozinha comunitária, que funciona na Feira da Panair, na Zona Sul. É oferecido ainda atendimento psicossocial, lavanderia para higienização, banho, guarda-pertences e atividades sociais.

Crianças e adolescentes

Não só nesse período, mas como no ano todo, a Semasc juntamente com os Conselhos Tutelares da cidade, a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) e varas especializadas fazem orientação em ações coordenadas com os outros órgãos, no caso de pessoas em situação de rua que também vivem com crianças.

As famílias são direcionadas aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), disponíveis em todas as zonas da cidade, para inserção em programas sociais. 

No caso de exploração de crianças usadas como pedintes, o secretário titular da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Emerson Lima, afirmou que a pasta atua no referenciamento dos adultos identificados, para os órgãos responsáveis. “Ao detectar a vulnerabilidade, a exploração, essas crianças e famílias são direcionadas a receber os serviços de assistência social promovidos pela Prefeitura e Estado, porém, muitos deles já recebem os benefícios”, afirma o secretário.

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