PRONUNCIAMENTO: Após quase 45 horas de silêncio, Bolsonaro diz que vai cumprir constituição

Em clima tenso, presidente faz primeioro pronunciamento após a derrota nas urnas. FOTO: Reprodução.

MANAUS – |O tão aguardado pronunciamento do presidente da República e candidato à reeleição derrotado nas eleições do último domingo (30), Jair Bolsonaro, aconte5eu quase 45 horas após o anúncio do vencedor, Luiz Inácio Lula da Silva e em meio a uma manifestação de seus seguidores em estradas do país, que parou cancelou viagens em rodoviárias e no aeroporto de Guarulhos (SP), ameaçando o abastecimento do país (remédios, combustíveis, alimentos e insumos de todos os gêneros). Bolsonaro foi curto em seu discurso. Disse que as manifestações são frutos do “sentimento” de injustiça, mas que não devem ser usadas os métodos que eles criticam, como o de interromper o direito de ir e vir. E garantiu que vai cumprir a constituição.

“Sempre fui rotulado como antidemocrático e, ao contrário dos meus acusadores, sempre joguei dentro das quatro linhas da Constituição. Nunca falei em controlar ou censurar a mídia e as redes sociais. Enquanto presidente da República e cidadão, continuarei cumprindo todos os mandamentos da nossa Constituição”, afirmou.

No pronunciamento, Bolsonaro não citou o nome de Lula. Tradicionalmente, candidatos derrotados ligam para os vitoriosos. De acordo com o PT, Bolsonaro não havia procurado Lula até a tarde desta terça.

  • Transição – Logo após a breve fala de Bolsonaro, Ciro Nogueira assumiu o microfone no púlpito para falar sobre a transição de governo, tema que não foi abordado pelo presidente.

“O presidente Jair Bolsonaro autorizou, quando for provocado, com base na lei, a iniciarmos o processo de transição”, disse o ministro.

“A presidente do PT [Gleisi Hoffmann], segundo ela em nome do presidente Lula, disse que na quinta-feira será formalizado o nome do vice-presidente Geraldo Alckmin. Aguardaremos que isso seja formalizado para cumprir a lei do nosso país”, completou Nogueira.

Movimentação no Alvorada

A primeira fala pública de Jair Bolsonaro após a derrota nas eleições foi antecedida de uma intensa movimentação no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, onde ele se fechou nos últimos dias.

No início da tarde, carros de vários ministérios chegaram ao local, levando os ministros para a companhia do presidente.

Bolsonaro discursou ao lado de auxiliares diretos. Entre os ministros presentes estavam Ciro Nogueira (Casa Civil), Marcelo Queiroga (Saúde), Paulo Guedes (Economia), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), Anderson Torres (Justiça), Marcelo Sampaio (Infraestrutura), Joaquim Leite (Meio Ambiente), Carlos França (Relações Exteriores), Célio Faria (Secretaria de Governo) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral).

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também esteve no Alvorada, mas deixou o prédio antes do pronunciamento de Bolsonaro.

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