PERSPECTIVA 2023: Vice-presidente do Sinepe/AM aponta tendências para o setor educacional

A empresária Elaine Saldanha explica que algumas das iniciativas adotadas na pandemia, como o modelo híbrido, vieram para ficar. Foto: Divulgação.

Por: Olívia de Almeida

Nos últimos anos, a pandemia de Covid-19 causou uma verdadeira reviravolta em diversos setores, e na educação não foi diferente. Mesmo durante o período de isolamento social, as instituições de ensino se desdobraram para continuar operando e atendendo a seus alunos. Agora, apesar da flexibilidade das medidas contra o vírus, algumas das iniciativas mostram que chegaram para ficar. É o que avalia a empresária Elaine Saldanha, vice-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Amazonas – Sinepe/AM. Elaine é mantenedora do Centro de Ensino Literatus, instituição que possui mais de 30 anos de atuação em Manaus.

“A educação em 2023 seguirá em ritmo acelerado e disruptivo tanto para as escolas quanto para os estudantes”, avalia Elaine. Ela explica que esse cenário se dá por conta da necessidade de suprir as novas demandas surgidas nos últimos anos, provocadas principalmente pela área da saúde.

Elaine afirma que o modelo híbrido, que combina aprendizagem em ambiente virtual e presencial, muito utilizado durante o período pandêmico, continua sendo utilizado, pois percebeu-se um ganho de efetividade para alunos e instituições de ensino.

“Diversas faculdades já ofertam cursos que possuem módulos em que há aulas práticas presenciais e remotas”, comenta Elaine.

Outra tendência educacional para 2023 é o foco cada vez maior no desenvolvimento socioemocional desde a Educação Básica, não somente porque há uma exigência da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), mas também porque foi evidenciado pela pandemia.

A falta de convívio com colegas e professores dificultou a socialização e o desenvolvimento dessas crianças e jovens como cidadãos, gerando gatilhos que desencadeiam diversos sentimentos negativos, como depressão e ansiedade.

“Nas outras modalidades da educação, as instituições trabalham o desenvolvimento de Soft Skills aderentes com as demandas do mercado, pois as empresas admitem pela competência técnica e demitem ou promovem pelas habilidades comportamentais”, enfatizou Elaine.

Soft skills são habilidades comportamentais que determinam a forma como o profissional lida com o outro e consigo mesmo em diferentes situações.

Mais uma tendência da educação que deve ganhar força no próximo ano é a personalização do ensino através de mentorias específicas para os estudantes que desejam se desenvolver para alcançar metas na vida acadêmica e profissional.

Ferramentas de ensino-aprendizagem deverão ficar em alta também, como o e-learning (que utiliza recursos computacionais e audiovisuais para promover o aprendizado) e o blended learning (que é quando a instituição disponibiliza parte ou todo o conteúdo em uma plataforma online e os debates e práticas acontecem presencialmente).

“Cursos de EaD estão em alta, pois proporcionam muitos benefícios, entre eles, flexibilidade de horário, diminuição de despesas com deslocamento, além disso, e muitas vezes eles são ofertados até em um tempo de duração menor, com preços mais acessíveis e sem perder a qualidade do ensino, no entanto, o aluno precisa ter perfil para esse tipo de coisa educação, pois exige disciplina para realizar as atividades”, comenta a empresária.

Elaine também cita o microlearning, que é o ensino realizado com conteúdos fracionados, com duração menor e com foco em área específica. A utilização de recursos multimídia também faz parte desse processo de aprendizagem e deve ser uma das tendências da educação em 2023.

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