FAIR PLAY: PF prende quatro pessoas e apreende carros de luxo, armas de fogo e computadores em operação contra crime financeiro

Casa na zona Oeste onde foram feitas as buscas, nesta manhã. FOTO: Divulgação/PF

REDAÇÃO

MANAUS – |A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (14), a Operação Fair Play, contra uma organização criminosa que praticava crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e a economia popular e lavagem de dinheiro. O grupo criminoso praticou golpes contra, principalmente, servidores públicos e aposentados, movimentando, nos dois últimos anos, aproximadamente R$ 156 milhões.

Foram presas quatro pessoas, três em Manaus – onde a organização tinha a sua base e onde ocorreu a maioria dos golpes, principalmente contra servidores públicos – e uma em Sergipe. No total foram expedidos sete mandados de prisão temporária e 27 de busca e apreensão.

Outros alvos da Polícia Federal em Manaus foram uma residência no conjunto Ponta Negra I, na zona Oeste de Manaus e uma concessionário de veículo na zona Centro-Sul. Além das prisões temporárias, foram feitos os bloqueios de valores e sequestro de bens – entre eles, carros de luxo e um iate – tanto de pessoas físicas quanto jurídicas envolvidas.

Em coletiva na sede da PF, nesta sexta-feira pela manhã, os delegados responsáveis pelas investigações e pela operação, revelaram que os envolvidos mantinham uma extensa rede de negócios, incluindo realização de eventos com artistas de renome nacional, mas a base de suas operações eram golpes financeiros praticados, principalmente, contra servidores públicos e aposentados.

“Eles mantinham uma suposta instituição financeira – que não tinha autorização legal para funcionar como tal, e vendiam produtos de financiamento e convenciam as vítimas a investir na empresa deles, sob a promessa de lucros”, descreveu o delegado Sávio Pizon. “Quando as vítimas tentaram sacar o dinheiro, a empresa fechou e parte dos sócios sumiu. Há muitas vítimas”, afirmou o delegado, destacando que as diligências continuam até que se chegue aos outros três envolvidos, considerados foragidos.

O delegado de Repressão a Crimes Financeiros da PF, João Marcello Uchoa, disse que as investigações começaram em setembro do ano passado, quando chegaram as primeiras denúncias e foi instaurado o inquérito policial. Disse ainda que, nos últimos dias, novas denúncias chegaram à imprensa, respaldando a PF para pleitear as medidas ostensivas adotadas na operação Fair Play desencadeada hoje. A operação envolveu 55 policiais federais.

Material apreendido durante as buscas. FOTO: Divulgação/PF

DIVERSIFICAÇÃO – Ao longo das investigações, foi possível apurar que grupo atuava nos mais diversos segmentos comerciais, que envolviam desde à promoção de eventos – shows com atrações nacionais na cidade de Manaus/AM, campeonatos de pescaria, patrocínio de equipe esportivas, até a compra e venda de automóveis.

A Polícia Federal constatou que, em um período de dois anos, o grupo movimentou, aproximadamente, R$ 156 milhões. Os sócios e representantes, por sua vez, apresentaram evolução patrimonial meteórica, enquanto ostentavam um alto padrão de vida em redes sociais, residindo em condomínios de luxo, realizando viagens nacionais e internacionais e adquirindo veículos e embarcações também de luxo.

Os golpes em apuração vão desde crimes contra o sistema financeiro, contra a economia popular, lavagem de dinheiro à organização criminosa, dentre outros, cujas penas máximas somadas ultrapassam 30 anos de prisão.
No total, a PF diz que são 27 o número de envolvidos.

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