ELEIÇÕES 2022: Representação das mulheres no Congresso Nacional continua muito baixa

Bandeira do movimento mulheres na política, o voto para a representação feminina não acompanha a força do debate. FOTO: Reprodução.

BRASIL – |Noventa e cinco mulheres foram eleitas para o Congresso Nacional este ano, sendo 91 para a Câmara dos Deputados e 4 para o Senado. Na Câmara houve um crescimento de 18,2% em relação a eleição anterior, mas para o Senado o número de eleitas foi menor que o da última vez que apenas uma vaga esteve em disputa.

A próxima Legislatura, que começa em 2023, terá um número menor de mulheres nas cadeiras do Senado: 10. No início da Legislatura anterior, em 2019, eram 12. Apenas quatro senadoras foram eleitas nas eleições deste ano: Damares Alves (Republicanos-DF), Professora Dorinha (União-TO), Teresa Leitão (PT-PE) e Tereza Cristina (PP-MS). 

Das atuais dez titulares, seis mantêm-se no cargo até 2027. Somadas às eleitas, serão 10 senadoras a partir de 2023 (12,3% do total de parlamentares). O número pode se alterar caso o senador Jorginho Mello (PL-SC) seja eleito governador, o que tornaria titular a senadora Ivete da Silveira (MDB-SC).

Em 2018 — quando havia duas vagas em disputa para o Senado — foram eleitas sete senadoras, e uma suplente assumiu. Com isso, eram previstas 12 senadoras para iniciar as atividades em 2019.

Já em 2014, quando também só foi aberta uma vaga por estado, foram eleitas cinco senadoras, uma a mais do que no atual pleito.

No momento, seis senadoras suplentes estão na ativa. Duas estão em mandatos que se encerram em fevereiro de 2023 e as outras quatro podem deixar o Senado com o retorno dos titulares.

Câmara dos deputados – Ainda é muito pouco para um país com mais de 50% de eleitores e da população formada por mulheres, apenas 91 mulheres foram eleitas como deputadas federais. O número representa 17,7% do total de 513 parlamentares. Em relação às eleições de 2018, haverá cerca de 18,2% mais mulheres na Câmara em 2023. Naquele ano, foram 77 mulheres (15,01% do total) e 436 homens eleitos.

Candidatas mulheres foram as mais votadas em nove estados brasileiros: Bia Kicis (PL), no Distrito Federal; Daniela do Waguinho (União Brasil, no Rio de Janeiro, Caroline de Toni (PL), em Santa Catarina; Natália Bonavides (PT) , no Rio Grande do Nor Yandra de André (União Brasil), em Sergipe; Silvye Alves (União Brasil), em Goiás; Dra Alessandra Haber (MDB), no Pará; Socorro Neri (PP), no Acre; e Detinha (PL), no Maranhão.

Mulheres trans, indígenas e trabalhadores sem-terra

Duda Salabert e Erika Hilton foram eleitas deputadas federais. FOTO: Reprodução.

Pela primeira vez na história, o Parlamento terá duas deputadas trans: Erika Hilton (Psol-SP) e Duda Salabert (PDT-MG). Erika é atualmente vereadora na cidade de São Paulo e Duda Salabert é vereadora em Belo Horizonte.

Sônia Guajajara foi eleita deputada federal pelo Psol de São Paulo. Ela é formada em letras e enfermagem e é coordenadora-executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e integrante do Conselho da Iniciativa Inter-religiosa pelas Florestas Tropicais do Brasil.

Sônia Guajajara, deputada federal eleita por São Paulo

Já a professora ativista indígena Célia Xakriabá foi eleita deputada federal pelo Psol de Minas Gerais. Sua pauta é a defesa dos territórios indígenas e de ações que atenuem as mudanças climáticas. Foi da primeira turma de educação indígena da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2013.

Também foram eleitos como deputados federais Valmir Assunção (PT-BA) e Marcon (PT-RS), eles são integrantes do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST).

Fonte: Agência Senado

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