ELEIÇÕES 2022: Mais de 156 milhões de brasileiros estão aptos a votar em outubro deste ano

Mais de 75% dos eleitores serão identificados pelo sistema de biometria. FOTO: Reprodução.

REDAÇÃO

MANAUS -|As eleições gerais deste ano, que vão ocorrer em outubro para definir os próximos presidente, vice-presidente, governadores, vices-governadores, senadores, deputados federais e estaduais, têm 156.454.011 pessoas aptas a votar, de acordo com os dados fechados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e já disponibilizado no site. O perfil confirma maioria de eleitoras em todo o país, com 53% do total de cadastrados. São 47% os eleitores do sexo masculino. Este ano, o site também divulga o número de pessoas com nomes sociais aptos a votar em todo o país, que é de 37.646.

As mulheres passaram a ser maioria entre os eleitores a partir de 2002, quando atingiram a marca nacional de 50,9%. De lá para cá, houve crescimento gradativo a cada eleição e agora elas são 6% a mais que os eleitores do sexo masculino. Apesar de maior número de votos, as mulheres ainda são minoria entre os que disputam os cargos eletivos, tanto os executivos quanto os legislativos.

Os eleitores estão distribuídos em 5.570 municípios e 181 cidades fora do país e, na maioria deles (4.510), a identificação será feita por biometria, totalizando 75,52% dos eleitores. O restante será sem biometria ou por sistema híbrido.

AMAZONAS E MANAUS – No Amazonas estão aptos a votar 2.647.748 eleitores, 51% mulheres e 49% homens. Há 469 eleitores com nomes sociais, aptos a votar em outubro. Manaus detém 53,47% do total de eleitores do estado, com 1.415.958 pessoas aptas a votar. Em relação ao gênero, enquanto o Amazonas tem média de mulheres abaixo da nacional, ainda que elas sejam maioria (51%), na capital a média equivale a nacional (53% de mulheres e 47% de homens).

Os eleitores com faixa etária entre 21 e 49 anos representam 65,83% do total na capital, bem acima do percentual nacional, que é de 57,16%. Os jovens, entre 18 e 20 anos representam 5,79% e os de 16 e 17 anos, que foram alvo de intensa campanha nacional, são 1,16% dos eleitores manauaras, com pouca margem de diferença dos percentuais nacionais.

CONVENÇÕES – Na quarta-feira (20) começou para valer a corrida pelos votos desses eleitores. De acordo com o calendário eleitoral, começou o prazo para a realização das convenções partidárias que confirmarão os nomes dos candidatos de partidos e federações a todos os cargos em disputa. O prazo vai até o dia 05 de agosto. No Amazonas, a maioria dos partidos ainda não definiu a data da convenção, mas tradicionalmente costuma realizar nos últimos dias do prazo estabelecido.

As convenções partidárias deste ano poderão ser realizadas no formato presencial, virtual ou híbrido. Após a escolha em convenções, as legendas já podem solicitar o registro das candidaturas no dia seguinte. A federação de partidos registrada no TSE também está habilitada a participar das eleições. Porém, neste caso, as convenções deverão ocorrer de maneira unificada, como se fosse uma única agremiação.

As regras para a escolha e o registro de candidatos estão fixadas na Resolução TSE nº 23.609/2019, com as alterações promovidas pela Resolução TSE nº 23.675/2021, aprovada pelo Plenário da Corte em dezembro do ano passado.

Candidaturas – Qualquer cidadã ou cidadão pode disputar um cargo público eletivo. Porém, é preciso que atenda às exigências constitucionais. Ou seja, a pessoa deve cumprir as condições de elegibilidade, como nacionalidade brasileira, pleno exercício dos direitos políticos, alistamento e domicílio eleitoral na respectiva circunscrição há pelo menos seis meses antes do pleito, bem como ter filiação partidária pelo mesmo período.

Além disso, a pessoa deve ter no mínimo 35 anos de idade para concorrer aos cargos de presidente e vice-presidente da República e senador; 30 anos para governador e vice-governador de estado e do Distrito Federal; e 21 anos para disputar vaga de deputado federal, estadual ou distrital. Para se candidatar em uma eleição, a pessoa também não pode incorrer em qualquer das causas de inelegibilidade previstas na Lei Complementar nº 64/1990.

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