China e Reino Unido registram novos avanços do Covid-19 e Brasil desacelera as medidas protetivas

A China faz testagem em massa em Xangai após novo surto de Covid. FOTO: GETTY IMAGE.

BRASIL E MUNDO – | A China está enfrentando o seu maior surto de Covid-19 desde o início da pandemia. Nesta segunda-feira, 4, o país enviou militares e milhares de profissionais de saúde a Xangai para ajudar a realizar testes para Covid-19 em todos os seus 26 milhões de habitantes, à medida que os casos continuam a aumentar, em uma das maiores respostas de saúde pública do país.

Recentemente, o país descobriu uma nova versão do vírus decorrente da variante Ômicron na cidade de Suzhou, próximo de Xangai. A descoberta foi feita após o sequenciamento genético de um paciente que apresentou um quadro leve de infecção por Covid-19. As autoridades relatam que o novo subtipo é diferente dos que estão causando a onda de infecções na China. 

Recentemente, a China adotou regras restritas de circulação, indo na contramão de todo o mundo. Com uma política de tolerância zero com novos casos da doença, Xangai, uma das maiores cidades do país, colocou a população em lockdown para fazer uma testagem em massa para o vírus.

No domingo, 3, foram diagnosticados mais de 13 mil casos de Covid-19, o maior número de casos diários já detectado no país desde o início da crise.

Reino Unido – Do outro lado do mundo, no Reino Unido, foram registrados quase 5 milhões de infectados em uma semana, atingindo níveis recordes de Covid-19, segundo o governo britânico. As internações hospitalares também aumentaram em relação à semana anterior, em especial entre os maiores de 45 anos.

O país, que parou de oferecer testes gratuitos contra a doença, estima que cerca de 4,9 milhões de pessoas se infectaram com o coronavírus na semana que terminou em 26 de março. Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas, na semana anterior, foram 4,3 milhões de novos casos de Covid-19 – o que começa a preocupar as autoridades sanitárias.

O Reino Unido está entre os países europeus que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS),

Nova Variante identificada na China. FOTO: Reprodução.

suspenderam suas restrições contra a propagação do vírus “de forma muito abrupta”. O país acumula mais de 165.300 mortes confirmadas desde o início da pandemia, há dois anos.

Brasil – Enquanto isso, no Brasil, governos estaduais estão flexibilizando medidas como a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais abertos e fechados. O governo federal, por exemplo, dispensou, desde a última sexta-feira, 1º de abril, o uso de máscaras em ambientes de trabalho, de acordo com a portaria interministerial – Ministério do Trabalho e Previdência e Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial da União. Antes da publicação, os empregadores que não dispensassem o uso de máscara estavam sujeitos a multa.

O Governo Federal estuda revogar outras medidas que marcaram os dois últimos anos além da obrigatoriedade das máscaras, como as regras sanitárias para entrada de estrangeiros e a restrição na exportação de insumos médicos e hospitalares.

No momento, o Brasil vive uma situação relativamente estável em relação à pandemia. As médias móveis de casos e mortes estão em queda desde o início de fevereiro e, até agora, as aglomerações registradas no carnaval e a liberação do uso de máscaras em muitos Estados não resultaram numa reversão dessa tendência, com uma piora significativa dos índices.

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