BRUNO E DOM: Ao menos oito pessoas participaram dos assassinatos e ocultação dos corpos, confirma a PF

O barco também passará por perícia técnica. FOTO: Divulgação.

DA REDAÇÃO

MANAUS – |Oito pessoas participaram dos assassinatos e ocultação dos corpos do indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, no último dia 5 de junho, no Vale do Javari, em Atalaia do Norte. Além dos três que já estão presos, com prisão temporária decretada pela juíza da comarca, Jacinta Silva dos Santos, a Polícia Federal confirmou, em nota, que outras cinco pessoas já foram identificadas por terem participado da ocultação dos cadáveres.

“Até o momento há 3 suspeitos presos pela morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips e outras 5 pessoas já foram identificadas por terem participado da ocultação dos cadáveres”, diz a nota.

Estão presos Amarildo da Costa de Oliveira, que confessou o crime e levou os agentes da Polícia Federal e Polícia Civil aos locais onde eles foram mortos e onde foram enterrados, há aproximadamente 3,5 quilômetros de onde o crime foi cometido. Também o irmão dele, Oseney da Costa de Oliveira, além de Jeferson da Silva Lima, o Pelado da Dinha, que teve sua prisão temporária decretada no último sábado, após se entregar, no 50º DIP, na sede de Atalaia do Norte.

De acordo com a PF, também foi encontrado, na noite de domingo, o barco em que estavam Bruno e Dom, quando da abordagem feita por seus assassinos. A embarcação foi localizada por volta das 20h20 do domingo por bombeiros e policiais da Marinha. A embarcação será submetida a exames periciais como parte das provas.

No sábado, a Polícia Federal informou que o material analisado pelo Instituto Nacional de Criminalística confirmou que partes analisadas pertencem ao indigenista Bruno Pereira. Já o exame médico-legal definiu que Bruno foi assassinado com três tiros – dois na região do abdômen e um no crânio, com arma de fogo típica de caça com múltiplos balins – chumbinho. Dom, que já tinha sido identificado em análise anterior, também teve a causa da morte identificada por um tiro com o mesmo tipo de arma, na região abdominal.

Agora, os trabalhos estarão concentrados nos exames de genética forense, antropologia forense complementares e medicina legal, de acordo com a nota.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui