Brasil recebe ucranianos refugiados de guerra

Os primeiros refugiados foram recebidos em Curitiba e depois seguiram para Prudentópolis. Foto: Reprodução

DA REDAÇÃO

BRASIL – No próximo sábado, 26, o Brasil vai receber um novo grupo de ucranianos fugindo da guerra no Leste Europeu. Desta vez, serão 50 pessoas, que se somarão aos 29 que chegaram ao país na semana passada. Os primeiros a chegar, foram direcionados ao município paranaense de Prudentópolis, a 250 quilômetros de Curitiba, onde está a maior comunidade de imigrantes e descentes de ucranianos no país. O mesmo deve ocorrer com o segundo grupo de refugiados.

Os refugiados entraram no país com visto humanitário, concedido nas embaixadas brasileiras na Polônia e Hungria, por onde passaram depois de deixar a Ucrânia. Normalmente, eles poderiam entrar no Brasil e ficar por 90 dias como turista, mas com este visto poderão permanecer por 180 dias, trabalhar, estudar e viver normalmente, de acordo com portaria do governo brasileiro. Depois de vencido o prazo, os refugiados poderão pedir residência permanente.

Dos 29 refugiados que já chegaram ao Brasil, 17 são crianças. As famílias foram resgatadas pela organização Global Kingdom Partnership Network, que reúne igrejas, de religiões diferentes, de vários países. A rede vai acolher refugiados no mundo todo e este grupo escolheu o Brasil.

De acordo com o pastor Paschoal Priagine, que está à frente da recepção dos ucranianos no Paraná, o Brasil se ofereceu para receber 300 refugiados, durante um ano, arcando com todas as necessidades dessas famílias, como moradia e alimentação, até que possam decidir se vão permanecer, ter um trabalho ou retornar ao país de origem.

Não é a primeira vez na história que o Brasil abre suas portas e sua proteção a refugiados. Os casos mais recentes são os venezuelanos. Até o final do ano passado, havia 287 mil refugiados venezuelanos no Brasil, em situação regular, desde o início do agravamento da crise política naquele país.

Ainda assim, houve uma queda de 88,3%, comparado ao ano anterior, segundo dados do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare). Até o momento, o país tem refugiados de 77 nacionalidades, com a Venezuela em primeiro lugar, representando 90,82%. Já a Síria ocupa o segundo lugar com 3,91% e a República Democrática do Congo, o terceiro, com 1,22%. Em 2010, foram os haitianos que chegaram ao Brasil.

Refugiados

De acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), é preciso fazer distinção com as palavras refugiados e migrantes. “Elas têm significados distintos e confundi-las pode ter sérias consequências para a vida e a segurança de pessoas refugiadas”, defende. “As definições guardam diferenças fundamentais entre si, pois cada uma corresponde a uma série de direitos e deveres próprios”, explica a agência em uma de suas publicações.

Portanto, refugiados são pessoas que estão fora de seu país de origem devido a fundados
temores de perseguição relacionados a questões de raça, religião, nacionalidade, opinião política, ou pertencimento a um determinado grupo social, como também devido à grave e generalizada violação de direitos humanos e conflitos armados. Atualmente, existem cerca de 25,4 milhões de pessoas nessa situação, número esse sem precedentes na história da humanidade.

No Brasil, a implementação da proteção de pessoas refugiadas é definida pela Lei
n.º 9.474/97. As pessoas refugiadas têm direito à proteção internacional específica definida pelo direito internacional dos refugiados, além de proteção geral dos direitos humanos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui