Amazonas registra queda de 1% na taxa anual de desemprego em 2021

Taxa média de desocupação do Amazonas foi a 6ª maior. Foto: Agência Brasília

MANAUS – | A taxa média anual de desocupação no Amazonas registrou uma leve queda de 1%, saindo de 16% em 2020 para 15% no ano passado. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mesmo com queda na desocupação, de 2020 para 2021, o índice de 15,0% foi o terceiro maior da série da pesquisa, inferior apenas ao de 2017 e 2020. A menor taxa foi a registrada em 2014 (7,9%).

Em relação aos Estados e Distrito Federal, a taxa média de desocupação em 2021 do Amazonas (15,0%) foi a 6ª maior. A mais alta foi a de Pernambuco (19,9%), seguida pela da Bahia (19,5%) e Rio de Janeiro (16,9). O Amapá obteve a quarta maior taxa (16,6%) e o Acre a quinta (15,3%). A média nacional da taxa foi de 13,2%.

No total, a média anual de pessoas ocupadas, em 2021, foi de 1,6 milhão, 83 mil a mais, em um ano. Já a média de pessoas desocupadas reduziu em 7 mil em um ano, totalizando 287 mil pessoas. Com isso, o nível de ocupação subiu de 51,0%, em 2020, para 53,3%, em 2021.

Desempregado há dois anos, Geinner Araújo é uma dessas pessoas que conseguiu uma ocupação. Ele atualmente realiza o trabalho de motoboy. “Estou trabalhando desde junho do ano passado. As coisas ficaram mais caras, necessidades básicas mesmo, como comida, moradia. Então, tive que achar uma solução para conseguir pagar as contas”, afirmou.

Informalidade

O Amazonas registrou a maior taxa média anual de informalidade, um percentual de 59,5% entre os Estados e Distrito Federal e, também, foi a maior taxa desde o início do cálculo da pesquisa, em 2016.

A taxa de informalidade para o Amazonas, no 4º trimestre, por sua vez, foi de 58,7% da população ocupada; a terceira maior entre Estados e Distrito Federal. As maiores taxas ficaram com o Pará (62,7%), Maranhão (59,4%) e Amazonas (58,7%); e as menores, com Santa Catarina (27,3%), São Paulo (31,2%) e Rio Grande do Sul (33,0%).

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