ALERTA: Caso de mal da vaca louca é confirmado no Pará

A Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) confirmou a ocorrência de um caso de mal da vaca louca no interior do estado, doença cerebral em bovinos adultos que pode ser transmitida aos seres humanos por carne contaminada. O órgão não especificou o município, informando apenas que o caso ocorreu em uma pequena cidade do sudeste do Pará em um terreno com 160 cabeças de gado. Governo diz que não há risco de disseminação.

O local já foi isolado e a propriedade foi inspecionada e interditada preventivamente, informou a Agência. Para verificar se a situação se trata de uma caso clássico, em que há transmissão de um animal para outro, ou atípico, em que a doença se desenvolve de forma espontânea na natureza, geralmente em animais idosos, amostras foram enviadas a um laboratório no Canadá.

Em nota, Adepará enfatizou que trabalha com a hipótese de um caso atípico, sem risco de propagação para o rebanho e para os humanos. A agência disse que está em contato constante com o Ministério da Agricultura e Pecuária e que trata o assunto com transparência e responsabilidade.

Últimos casos no Brasil

Os últimos casos de doença da vaca louca registrados no Brasil ocorreram em 2021 em Minas Gerais e Mato Grosso. Os casos aconteceram em frigoríficos e foram detectados em vacas de descarte que apresentavam idade avançada. Na China, maior compradora de carne do Brasil, suspendeu as compras de carne brasileira por três meses, de setembro a dezembro daquele ano. Até hoje, o Brasil não registrou casos clássicos de doença da vaca louca, causada pela ingestão de carne e pedaços de ossos contaminados.

O que é a doença da vaca louca?

Esta doença é fatal e afeta bovinos mais velhos e causa degeneração do sistema nervoso. Como resultado, por exemplo, uma vaca que inicialmente era calma e fácil de controlar torna-se agressiva, daí o apelido de perturbação.

A encefalopatia espongiforme bovina, nome científico da doença, é criada por uma proteína infecciosa chamada príon. Um príon já está naturalmente presente no cérebro de vários mamíferos, inclusive humanos, mas pode se tornar patogênico quando assume uma forma anormal e se multiplica excessivamente.

Quando isso acontece, o príon mata os neurônios e em seu lugar ficam buracos brancos no cérebro, daí o nome “espongiformes” porque os buracos têm formato de cogumelo.

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